Mito 4: Os casamentos inevitavelmente decaem com o tempo.
A maioria das pessoas acredita que a paixão inevitavelmente morre e os casamentos se tornam mundanos à medida que o tempo passa. Embora muitos casais citem um declínio na satisfação matrimonial com o passar do tempo, há muitas descobertas interessantes em recente pesquisa que mostra não ser isso inevitável. Na verdade, o casamento é como muitas outras coisas; é totalmente possível ficar melhor com a prática. O terapeuta matrimonial David Schnarch diz que é apenas mais tarde na vida em conjunto com um parceiro monogâmico, que as pessoas podem começar a descobrir sua paixão e potencial sexual. Da mesma forma, a pesquisa de Gottman mostrou que muitos casais descobrem maior tolerância, maior apreço e muito maior desejo de estar com o outro com o passar do tempo. A maior felicidade no casamento não parece ser encontrada na euforia inicial, mas na satisfação em longo prazo havida num matrimônio de muitos anos.
A paixão não é algo dependente da idade. Agora sabemos muito sobre a bioquímica e neurologia do amor e da paixão. A “química” de um relacionamento muda com o tempo. Há uma euforia inicial num novo amor que geralmente dura cerca de dois anos, e o tipo específico de química que caracteriza um relacionamento de longo prazo não é o mesmo da química embriagante que fomenta um novo amor. Mas muitas pessoas desistem de um relacionamento após a química inicial começar a mudar. Elas entram numa série de relacionamentos que não duram mais de dois anos, não percebendo que a satisfação emocional de um amor em longo prazo pode ser mais gratificante que a busca por um novo amor.
Diálogo Universitário l Série 5 minutos ( num 21 )