
Sul-africanos mostram armas e gritam slogans xenófobos em Johannesburgo (Foto: Jerome Delay/AP)
Desde o dia em 11 de maio, uma onda de violência tem causado espanto e medo nos moradores da África do Sul. Ela começou no distrito de Alexandra, uma township (favela) de Johanesburgo, antes de se estender às outras favelas da capital econômica e de Pretoria, sede do governo, 60 km mais ao norte. “Imigrantes vindos de países vizinhos foram cercados por homens levando armas e barras de ferro e gritando ‘expulsem os estrangeiros’. Pessoas do Zimbábue, Moçambique e Malauí fugiram para bairros próximos. Casas foram queimadas e lojas saqueadas, e a violência se espalhou para outras áreas da cidade.”
Desde o fim do Apartheid (sistema de segregação racial), em 1994, milhões de imigrantes, vindos principalmente de outros paises africanos, se dirigiram ao país em busca de trabalho e proteção, mas eles acabaram sendo considerados por muitos como responsáveis por alguns dos problemas sociais da África do Sul, como a alta taxa de desemprego, a falta de moradia e um dos níveis de criminalidade mais altos do mundo.
Segundo os dados oficiais entregues pelo porta-voz da polícia de Gauteng, a província onde ficam Johanesburgo e Pretoria, Govindsamy Mariemuthoo, até agora a violência deixou 56 mortos e 650 feridos. O ministro de Defesa e Segurança, Charles Nqakula, afirmou que mais de 1,3 mil pessoas já foram presas e que tribunais especiais foram estabelecidas pelo governo para lidar com a situação.
“A violência contra imigrantes estrangeiros se espalhou na África do Sul, chegando até Strand, a leste da Cidade de Cabo, onde lojas de somalis foram saqueadas provocando a fuga de cerca de 500 pessoas, na noite de quinta-feira.”
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