Você já dedicou tudo a uma causa quando toda a esperança de resultado favorável parecia perdida? Desafiar obstáculos insuperáveis exige uma dedicação heróica para crer que poucos alcançam. E quando alcançam, nos lembramos deles.
Era o ano de 1570, dia 15 de março. Dois exércitos poderosos se debatiam no campo de Jarnac. O exército de Catarina de Médici massacrou os regimentos dos hugenotes. O chefe huguenote, Príncipe de Conde, caiu do cavalo. Ferido e desmontado, ele combateu ajoelhado até cair morto. O exército huguenote recuou da carnificina batido na batalha e no espírito.
Logo depois, uma mulher entrou em suas fileiras. A seu lado cavalgava o filho. Do outro lado, vinha o sobrinho, filho do príncipe caído. Os olhos dos soldados observaram em silêncio quando Joana d’Albret, rainha de Navarra, inspecionou as fileiras derrotadas. Em 1560, ela havia professado abertamente a fé protestante. Em 1563, ela proclamou um édito abolindo os serviços papais em Bearn. O marido a abandonara. O Papa trovejara excomunhões contra ela, e os poderosos reis da Espanha e da França conspiraram para eliminar seu minúsculo reino do mapa da Europa. Mas ela não abandonou a fé. Agora, cavalgando entre os remanescentes das tropas abatidas do exército, sua voz ecoou: “Ofereço a vocês tudo o que tenho para dar – meus domínios, meus tesouros, minha vida e, o que me é mais caro de tudo, meus filhos. Juro defender até o último fôlego a causa santa que agora nos une!” Na hora da derrota, quando o coração dos homens recusava tomar coragem, seu compromisso lhes deu esperança. (Adaptado, J.A. Wylie, The History of Protestantism, v.3, p. 1.333).
Lição da E. S. 1º Trim-2008_Adultos-Prof. l Motivação l p. 37
Série 5 minutos (num 15)