Seis mitos do Casamento (5)
1 Julho 2008 by Juliana Jardim
Mito 4: Uma pessoa que sente pouca paixão sexual espontânea está sexualmente morta e é uma pobre parceira conjugal.
Quando imagens superaquecidas de sexo constantemente bombardeiam através da mídia, muitas pessoas casadas sentem que deveriam estar continuamente abrasadas com paixão por seu cônjuge. Se eles se vêem entre contas e lavanderia, raramente pensando em sexo, e querem apenas dormir toda vez que a oportunidade se apresente, podem sentir-se culpados.
Até bem recentemente, os sexólogos supunham que todas as pessoas experimentam o desejo sexual da mesma forma. Algo que você sente desperta um sentimento subjetivo de estimulação. A estimulação gera o desejo sexual, mas, como Michelle Weiner Davis cita, “para algumas pessoas, o desejo sexual — o motivo de tornar-se sexual — não precede o sentimento de excitação; ele na verdade o segue”.9 Em outras palavras, há pessoas que raramente experimentam fantasias apaixonantes, mas, se elas se sentem excitadas com seu parceiro, podem descobrir que apreciam profundamente a experiência e se tornam muito mais unidas.
Pessoas que tiveram a sensação frustrante de fracasso, de culpa e distanciamento de seus cônjuges, podem descobrir que pôr esse mito de lado os ajuda a se sentirem muito melhores com eles mesmos e mais responsivos para com seus parceiros. É também um lembrete de que o contexto de um casamento estável e comprometido, no qual as pessoas não negligenciam as necessidades íntimas de cada um, pode na verdade ser o cenário para gerar paixão marital. A chance para investir na intimidade marital é boa para esposos e esposas.
REFERÊNCIAS
9. Michelle Weiner Davis, The Sex-Starved Marriage (New York: Simon and Schuster, 2003), p. 12.
Diálogo Universitário l Série 5 minutos ( num 22 )
































































